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Por que parei com o "críticas de uma fã"?




Há não muito tempo, encontrei num canal partes do filme "Cinquenta Tons de Cinza", e comecei a comentar sobre minhas críticas a cada parte que eu via. Para muitos fãs da obra, fazer críticas negativas a história seria algo inadmissível, atitude de um "não fã". Contudo, como sou uma pessoa chata com certas coisas, apesar de não me considerar uma detalhista ou perfeccionista, quis fazer alguns posts sobre minhas insatisfações - não com a história em si, mas com a adaptação.

Agora, respondendo à pergunta: por que parei?

Para ser sincera, nem ao menos cheguei no meio do primeiro filme, o que dirá dos outros dois filmes da franquia.

Minha resposta é que, além de eu estar ocupada com outras coisas, também não poderia continuar com minhas críticas chatas e detalhistas de apenas adaptações. Foi uma adaptação muito boa? Não.
Mas com o tempo, aprendi que adaptações de filmes são diferentes dos livros; é algo natural.




Claro que eu esperava algo melhor, mais parecido com o livro, como certas cenas e até mesmo nas escolhas dos atores. É certo, também, que há boas e fiéis adaptações baseadas em livros, como "Como eu era antes de você" e "A culpa é das estrelas", mas até mesmo esses filmes sofreram mudanças diferentes do que tem nos livros.

E colocando isso em pensamento, e notando que as outras duas sequências - "Cinquenta Tons de Cinza" e "Cinquenta Tons de Liberdade" - foram melhores, pude me acalmar um pouco e entender melhor a situação.

PS: Não é que eu não me aborreça com certas adaptações, pelo contrário. Há um pouco de tempo, me senti irritada pela adaptação de  "Tokyo Ghoul Re" (principalmente o final); achei quase aquilo tudo uma porcaria, mas, ainda assim, gostei de poucas cenas. Ou seja, imagine se eu inventasse postar minhas críticas sobre cada adaptação que eu não gostar. Só de pensar, já cansa. Sou chata, mas nem tanto.


Lista dos posts que já fiz antes sobre esse assunto:


A Secretária e Cinquenta Tons

A Secretária - Filme


 Resultado de imagem para a secretária

Nossa, o que falar desse filme?

Lee Holloway é uma mulher tímida, insegura e com tendências masoquistas que ainda mora com sua mãe super protetora e seu pai alcoólatra. É sempre um tanto estranho ver que, sempre quando ela se entristece ou se aborrece com algo, tende a se cortar com agulhas e pequenas facas que guarda num estojo. Logo no começo do filme já nos deparamos com ela esquentando a chaleira quente com água na parte interior da própria perna após ver seu pai e sua mãe brigando (eu jurava que ela iria jogar aquilo no próprio pai para defender a mãe).

O pai dela acaba sendo demitido do trabalho, pois o álcool já estava tomando conta de sua vida. Então, Lee logo trata de arranjar um emprego de secretária, mesmo não tendo nenhuma experiência. Logo quando chega, ela nota que a pequena empresa está bagunçada e uma mulher está guardando as próprias coisas numa caixa enquanto está chorando por causa de algo. Descobrimos depois que aquela mulher é a ex-secretária que foi demitida, e Lee toma seu lugar.

Edward Grey é um advogado bem sucedido, e quase não se sabe nada sobre ele. Edward fica testando Lee mandando-a fazer todo tipo de coisa para ele, como pegar um caderno que ele jogou no lixo, arrumar ratoeiras, e datilografar e atender telefonemas ao mesmo tempo.
Claro que Lee acata todas as ordens que ele dá a ela, pois precisa de um emprego, mas, antes de tudo, porque gosta de ser dominada por aquele homem.

O tempo passa e a relação de empregador/secretária muda para dominador/submissa, mas eles não fazem sexo em nenhum momento. Edward ensina Lee a fazer as coisas com mais calma e perfeição, mas também a proíbe de se cortar – uma coisa boa que gostei no filme.
Lee tem um amigo que parece gostar dela (acho que já vi isso antes...), e os dois acabam engatando num quase romance, porém ainda deixando Edward dominar por completo sua mente.

Com o desenrolar da história, Lee acaba se apegando tanto a Edward que faz de tudo para que ele volte a fazer com ela o que fazia antes, pois eles voltam ao seu habitual do trabalho. Lee se vê irritada e humilhada por achar que ele a esqueceu e tenta de tudo para que ele volte com as palmadas. É curioso ver que mesmo não sabendo tanto das coisas, Lee começa a ter muitas tendências masoquistas, se tornando fraca e emotiva quando não é, como posso dizer, “agredida” por Edward. E mesmo entregando sua virgindade a Peter (o amigo que gosta dela), é em Edward em quem ela pensa dia e noite enquanto explora por completo seu corpo.

Porém, chegando ao final, Edward vê que aquela “relação” não ficaria bem, assim despedindo Lee de seu trabalho de secretária. Ela acaba entrando em depressão, mas ainda saindo com outros caras para alimentar suas práticas masoquistas. Peter a pede em casamento e ela acaba aceitando, não tendo muita escolha, mas desiste antes mesmo de entrar em alguma igreja, correndo direto para o escritório de Edward vestida com seu vestido de noiva.

E, a partir desse momento, vemos a que ponto a tendência dessa jovem ao masoquismo pode chegar. Ela simplesmente ultrapassa todos os limites da submissão ao obedecer à ordem que Edward dá a ela, que é para sentar na cadeira dele e deixar as mãos apoiadas na mesa enquanto ele não está mais lá. E, surpreendentemente, ela fica desse jeito por exatos três dias direto, sem levantar dali para nada, até mesmo mijando no próprio vestido e fazendo greve de fome.
Particularmente, achei essa parte um tanto machista e desconfortável. Sério, achei que essa personagem era louca. Por que, afinal, uma pessoa passaria três dias direto com as mãos apoiadas na mesa sem nem mesmo dormir apenas porque o homem que ela ama mandou?

O caso dela acaba se espalhando pela cidade, até mesmo passando nos noticiários. Então, Edward finalmente vai ao encontro dela (estou tentando entender como ele passou três dias direto sem trabalhar) e a leva até seu apartamento, dando banho nela e a tratando com mimos, e assim fazendo amor com ela pela primeira vez.

Mais algum tempo passa e os dois casam com direitos a lua de mel com Lee amarrada no tronco de uma árvore enquanto faz amor com Edward.
Gostei do final, apesar de ficar um tanto desconfortável com alguns machismos do filme. Algumas partes desse filme comediante e dramático realmente me deixaram incomodada. Mas nada muito sério, pois acho que veria de novo, apesar de achar que a relação dos dois é um pouco doentia.


Agora vamos à grande questão: Cinquenta Tons de Cinza seria uma “cópia descarada” desse filme?



Bem, acho eu que Cinquenta Tons não é uma “cópia”, assim como esse filme não é uma “cópia” de Nove Semanas e Meia de Amor ou A História de O.

Tenho certeza absoluta que histórias não copiam as outras, mas apenas se inspiram. E, verdade seja dita, não são exatamente essas histórias antigas que Cinquenta Tons “copia”, mas apenas o sadomasoquismo em si.

Claro que notei algumas coisas semelhantes, como a aparência das personagens femininas, e o sobrenome dos personagens masculinos. Mas não passa disso.

E, independente de qual história A Secretária ou Cinquenta Tons tenham se inspirado, cada uma vai continuar tendo sua própria essência.

Cinquenta Tons de Cinza e A Bela e a Fera




      



A primeira coisa que passa pela cabeça das pessoas quando se fala de inspirações para “Cinquenta Tons de Cinza”, é “Crepúsculo”.

Verdade que a obra foi inspirada em “Crepúsculo”, isso é um fato. Mas será que exatamente tudo foi inspirado na historia de vampiro?

Vale lembrar aqui que não há nada errado em se inspirar em algo, então parem com a palhaçada de dizer que “Cinquenta Tons” é uma espécie de ‘fraude’ ou ‘plagio’ por se inspirar em outras historias.
Aquele que nunca se inspirou em algo que atire a primeira pedra.

Mas, mais que “Crepúsculo”, o livro de Christian Grey se inspirou em “A Bela e a Fera”.
Duvida?

Então vou lhes mostrar.

Não sei exatamente como começar, então vamos diretamente para a aparência dos personagens.


Christian Grey é ruivo de olhos acinzentados. Ele é ruivo mesmo, pois diz no livro que o cabelo dele é acobreado escuro.
A Fera – ou Adam, para os íntimos – também é ruivo. Porem, um ruivo mais alaranjado e mais claro que de Christian. Não tem olhos acinzentados, são azuis. Mas ai vocês já podem notar uma certa semelhança física entre os dois.




Anastasia é morena de olhos azuis.
Bela tem olhos esverdeados, mas também é morena.




Como “Cinquenta Tons de Cinza” é todo voltado para o casal, também vou fazer o mesmo. As semelhanças aqui vão ser apontadas para eles.
E o que dizer do jeito de ser dos personagens?


Christian e um empresário bilionário que tem tudo a seus pés, porem é um cara fechado e arrogante. Faz pouco de si mesmo por se achar nada menos que um monstro sem coração que não ama e nem merece ser amado.
Fera é um cara muito rico também, visto que ele é um príncipe. Também exala arrogância e intimidação. Como Christian, também acha que não pode amar, nem receber o amor de ninguém. A diferença é que Fera virou um monstro de fato. 








Anastasia é uma garota tímida que conquista a todos que conhece, e uma leitora assídua da literatura inglesa. Também sabe ser muito paciente com Christian quando o mesmo sai dos limites. É ela que o ajuda a sair do fundo do poço, ou seja, seu passado sombrio.
Bela também é tímida, porem espontânea, e adora se perder no mundo dos livros. Não há uma pessoa que não se encante com sua beleza e seu modo de ser. Houve incontáveis vezes que teve um esforço enorme para ter apenas um pouco de paciência com Fera e seu gênio difícil. Assim como Anastasia, ela também salva Fera.








Ambos – Fera, Christian, Bela e Anastasia – mudam pelos seus parceiros e também são mudados por eles.  

Poderia falar mais dos dois pares aqui, contudo os filmes ainda estão desenrolando, e a Victoria – a mulher que desenha cenas de Christian e Anastasia – não fez muita coisa ainda.
Mas vou retratar algumas cenas bem parecidas.


A cena em que Ana e Christian estão dançando pelo apartamento, e a cena em que Bela e Fera estão dançando pelo grandioso salão.
Bastante parecida.




Não satisfeita, E. L. James nos mostra mais uma cena de Christian e Ana bem inspirada no desenho. Mas, dessa vez, está mais a caráter.




Uma outra cena que também é muito parecida é a cena da biblioteca.
Claro que Fera não bate em Bela com uma régua depois de um joguinho de sedução, mas da a entender que foi bastante inspirado no desenho.





Que dizer de Sra. Jones, Taylor e Hannah?

Claro que Hannah só é mencionada poucas vezes na historia, e ela é filha de Jason, não de Gail – a Sra. Jones.
Também é uma menina, – isso é meio que obvio – mas há uma certa familiaridade entre ela e Zip, do desenho.




Fico meio na duvida de dizer quem Taylor seria – Lumiere ou Harloge.
Visto que ambos são os mais responsáveis pelo cuidado de seu amo, Jason também é. Só que de um jeito mais serio, claro.




A Sra. Jones de longe é a mais parecida.
Nos primeiros momentos que li os livros eu reparei o cuidado que ela tinha com Anastasia e os conselhos que ela dava. Inclusive sua paciência com Christian, e a confiança que ele tinha nela.
Muito parecido com o que podemos ver com Madame Samovar e seu tratamento respeitoso e maternal com Fera e Bela.




Reparei também que Adam, antes de virar Fera, é enfeitiçado por uma belíssima feiticeira loura.
Christian, de uma certa forma, também é ‘enfeitiçado’, por Elena.
Ambas louras, e ambas já condenando os personagens principais a um destino complicado e vazio.




Bem, pessoal, vou acabar por aqui.
Achando mais coisas que sejam inspiradas, coloco sem demora.
Espero que vocês tenham gostado. E, por favor, respeitem minha opinião se ela não for parecida com a sua. Afinal, respeito é bom e quase todo mundo gosta.
Mas temos que reconhecer que esses dois casais se parecem bastante, e ambos são lindos.


        




Ah! E logo abaixo tem um video mostrando que não só fui eu quem notou as semelhanças. 




Matt Bomer e livro Grey

Ola!
Primeira vez postando aqui!

To feliz de ter um novo blog onde posso dar minhas opinioes sobre variados assuntos. E já começo com uma leve critica... 

A critica da vez vai para Cinquenta Tons de Cinza. 
Mas, pera! Não sou hater de Cinquenta Tons, muito pelo contrario!Sou fan demais da obra. So que, justamente por ser fan, e ler e reler os livros igual a uma doida varrida ao ponto de estragar eu sei o que acontece, o que não acontece, como e a aparência dos personagens...   

Brevemente postarei mais sobre Cinquenta Tons de Cinza. Incluindo essa questão da aparência dos Brevemente postarei mais sobre Cinquenta Tons de Cinza. Incluindo essa questão da aparência dos personagens. Mas vamos ao que interessa.

Quando disseram que Cinquenta Tons de Cinza ia virar filme, houve um alvoroço por parte dos fans por acharem que quem ficaria com o papel de Christian Grey seria nada mais, nada menos que Matt Bomer, um dos protagonistas da serie White Collar – que, alias, comecei a ver bastante na TV a cabo quando “descobri” esse cara lindo.

As pessoas queriam muito que fosse ele por conta do YouTube estar recheado com traillers unnoficiais desse cara como “Christian Grey”. E, realmente, ficaria fantástico se fosse ele a fazer o papel do empresário bonitão.

Porem, não foi isso que E. L. James quis – pra quem não sabe, ela e a autora dos livros.
Dizem umas fontes por ai que ela nem cogitou a idéia de ele fazer o papel simplesmente por ele ser gay. 

Afinal, seria um pouco estranho o sedutor, irresistível e totalmente viril Christian Grey ser interpretado por um gay no cinema. Seria uma lastima!
Como se Matt Bomer nunca tivesse feito alguma cena sensual como um homem hetero. Claro que não, ele nunca fez isso. E acho eu que, se ele tentasse, seria um fiasco.

Mas o mais engraçado e que escolheram um cara que e casado pra fazer o papel do protagonista.
Bem, uma vez que você e gay você não pode dar tanta atenção assim para as fans. Mas um homem casado também não pode, certo?

Contudo, como já disse antes, vou entrar mais a fundo nesse assunto em outra postagem.
Meu objetivo agora e outro.

O que também chega a ser muito engraçado e que eles não escolheram o ator para interpretar Christian nos cinemas, o motivo nos já sabemos.
Mas colocaram o rosto de Matt na capa de “Grey” – pra quem não conhece, e Cinquenta Tons de Cinza aos olhos de Christian. Pelos pensamentos dele, e não dela. 
 

Seria isso uma homenagem ou uma burrice?





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