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Por que parei com o "críticas de uma fã"?




Há não muito tempo, encontrei num canal partes do filme "Cinquenta Tons de Cinza", e comecei a comentar sobre minhas críticas a cada parte que eu via. Para muitos fãs da obra, fazer críticas negativas a história seria algo inadmissível, atitude de um "não fã". Contudo, como sou uma pessoa chata com certas coisas, apesar de não me considerar uma detalhista ou perfeccionista, quis fazer alguns posts sobre minhas insatisfações - não com a história em si, mas com a adaptação.

Agora, respondendo à pergunta: por que parei?

Para ser sincera, nem ao menos cheguei no meio do primeiro filme, o que dirá dos outros dois filmes da franquia.

Minha resposta é que, além de eu estar ocupada com outras coisas, também não poderia continuar com minhas críticas chatas e detalhistas de apenas adaptações. Foi uma adaptação muito boa? Não.
Mas com o tempo, aprendi que adaptações de filmes são diferentes dos livros; é algo natural.




Claro que eu esperava algo melhor, mais parecido com o livro, como certas cenas e até mesmo nas escolhas dos atores. É certo, também, que há boas e fiéis adaptações baseadas em livros, como "Como eu era antes de você" e "A culpa é das estrelas", mas até mesmo esses filmes sofreram mudanças diferentes do que tem nos livros.

E colocando isso em pensamento, e notando que as outras duas sequências - "Cinquenta Tons de Cinza" e "Cinquenta Tons de Liberdade" - foram melhores, pude me acalmar um pouco e entender melhor a situação.

PS: Não é que eu não me aborreça com certas adaptações, pelo contrário. Há um pouco de tempo, me senti irritada pela adaptação de  "Tokyo Ghoul Re" (principalmente o final); achei quase aquilo tudo uma porcaria, mas, ainda assim, gostei de poucas cenas. Ou seja, imagine se eu inventasse postar minhas críticas sobre cada adaptação que eu não gostar. Só de pensar, já cansa. Sou chata, mas nem tanto.


Lista dos posts que já fiz antes sobre esse assunto:


Série Chernobyl - uma reflexão sobre radiação




Radiação, seres humanos… Tem como ficar pior?

Fiquei sabendo que o canal pago HBO havia lançado mais uma série chamada "Chernobyl". Como eu já sabia sobre esse desastre que ocorreu nos anos 80 por canais de curiosidades como "Você Sabia?", me empolguei em ver, pois é um assunto que até hoje meche com muitas pessoas. Claro que desanimei no início, pois não tenho TV por assinatura, mas logo encontrei um site para ver a série completa.

A série "Chernobyl" tem o total de cinco episódios e consegui ver todos em menos de três dias, apesar de cada episódio ter um pouco mais de uma hora (não que eu esteja reclamando).

A cada episódio visto, sentia mais tensão. Eu me senti mal em ver tantas pessoas sofrendo e morrendo por causa de um mal invisível e sabendo que tudo aquilo foi real. E ao mesmo tempo me perguntei por que algo invisível que era para gerar energia podia e pode causar tanto estrago.

Seria o urânio tão perigoso assim?

Talvez grande parte do que eu disser aqui possa soar como ignorância, mas na minha opinião, a energia e a bomba nuclear é coisa - mais uma vez - do ser humano.

Tomo isso como base por conta das minas de urânio. Várias pessoas que trabalham com isso entram nas minas, cavam rochas e mais rochas e nada de extremamente perigoso acontece, ainda que essas minas de urânio transmitam radiação.




Mas logo me perguntei: como o pouco conteúdo de urânio nas usinas nucleares transmite muito mais radiação do que uma mina inteira com centenas ou milhares deles?

Procurei pesquisar por que a radiação faz coisas tão terríveis e como ela surgiu e pude obter um pouco dessa resposta neste site.

No início do artigo isto é dito:

"[…] a descoberta da radioatividade, que é um fenômeno pelo qual os núcleos atômicos sofrem transformações e emitem radiações, podendo, nesse processo, formar novos elementos químicos."

Eu já tinha ouvido antes algo sobre no canal "Manual do Mundo". O dono do canal e apresentador também diz o mesmo: transformações que resultam em mais e mais elementos químicos.
Ou seja, grande parte (para não dizer a maioria) do impacto do poder da radiação é causada pelo ser humano.

Na minissérie, Vasily Ignatenko, um dos bombeiros expostos à radiação, me lembrou do japonês Hiroshi Ouchi, que também foi exposto à uma grande quantidade de radiação, ambos em épocas e lugares diferentes. Os corpos desses dois homens ficaram complemente queimados e em carne viva, sem a pele ou qualquer fio de cabelo ou pelo no corpo.

Este site explica direito o que aconteceu com Hiroshi. Mas já aviso que a imagem é bem forte.

Não tenho imagem de Vasily em seu leito após o acidente, mas a imagem dele que me lembrou Hiroshi foi tirada da minissérie.


Série Chernobyl - episódio 3


E é aí que fica a pergunta na cabeça de muitas pessoas: como e por que a radiação faz isso no corpo humano?
Se muitos sabem que energia nuclear faz mal a tudo e a todos ao redor, por que ainda mexer com algo tão desastroso?

Saindo um pouco do assunto, gostei da minissérie, mas meu estômago embrulhou com essas cenas:

● O corpo de Vasily
Como dito e mostrado acima, a imagem do corpo dele me fez lembrar de Hiroshi, além de fazer eu me perguntar como a radiação havia feito aquilo.

● Morte dos animais
Essa parte me doeu, e muito. Amo muito os animais, e ter que pensar que muitos tiveram que ser sacrificados por causa de um erro humano me fez ter ainda mais raiva.

● Homens pelados
Não sei exatamente se isso aconteceu na vida real, mas considero uma cena completamente desnecessária para se por numa minissérie, mesmo que ela tenha sido feita para um público adulto. E o mais engraçado é que apenas um dos mineiros estava de cueca.

Voltando ao assunto da radiação

"A radiação ionizante é capaz de alterar o número de cargas de um átomo, mudando a forma como ele interage com outros átomos. Pode causar queimaduras na pele e, dentro do corpo, dependendo da quantidade e intensidade da dose, causar mutações genéticas e danos irreversíveis às células."

Ou seja, ela destrói células por células de nosso corpo, nos deixando irreconhecíveis, ou até mesmo garantindo doenças como o câncer com o passar do tempo.

Seria isso uma espécie de castigo para todos nós, visto que o efeito é muito pior nos seres humanos do que em qualquer ser vivo? Por exemplo, você pode ver animais habitando áreas perigosas afetadas pela radiação, menos pessoas (ainda que algumas vivam em áreas que também são radioativas, porém mais afastadas).

O ser humano, em sua maioria, vive para desafiar e ser desafiado, para correr perigos, ainda que isso traga a sua extinção no futuro. O ser humano encontrou seu pior ópio, mas em vez de parar enquanto é tempo, ele continua persistindo no erro para saber até onde vai - como se já não fosse o suficiente o que vimos e presenciamos até agora. Como Einstein uma vez disse:

"Não sei com que armas a terceira guerra mundial será lutada. Mas a quarta guerra mundial será lutada com paus e pedras."

Isso se o mundo inteiro conseguir sobreviver até lá.

Disseram que a minissérie sobre a história de Chernobyl te deixa triste por conta do conteúdo pesado. Mas, no meu caso, essa série não me deixou triste, mas, sim, revoltada.

Esquerda covarde ou direita idiota?

Depois de bastante tempo, resolvi voltar com o blog.

Estava dando uma melhor atenção para uma história minha, então não pude postar por muito tempo. Mas agora estaremos de volta, pelo menos uma ou duas vezes na semana (só não garanto o dia, pois preciso de algum assunto para comentar).


Bem, esse post será breve, pois apenas deixarei em aberto minha indignação com algumas coisas que tenho visto.

Nessa mesma semana, vi um vídeo chamado “Bolsominions”, do Arthur do Val, do canal Mamãe Falei. Nele, Arthur deixa bem claro que não é contra o Bolsonaro, mas que não concorda com todas as idéias dele – o que é bem normal, se você não é puxa-saco de político. Por outro lado, ele apontou uma enorme diferença entre apoiadores de Bolsonaro e os tais chamados “bolsominions”, que mais parecem petistas da direita.




Eu posso dizer que gostei do ponto de vista dele sobre o assunto e concordo plenamente com a questão de apoiar um tal político por sua sinceridade, honestidade e bons planos futuros para o país, mas nunca colocá-lo num pedestal.
Porém, infelizmente, não foram todos os seguidores da página desse rapaz, ou seus inscritos do YouTube, que entenderam. Tanto que o Arthur precisou fazer um novo vídeo hoje com o título “Bolsominions 2”, mostrando os insultos que recebera por apenas discordar de algumas idéias do político e mostrar a diferença entre um seguidor do mesmo com um militante radical.





Sinceramente, fiquei com pena dele por ainda ter que se explicar mais do que tinha feito antes no primeiro vídeo e ainda ser mais ameaçado do que pelos petistas, mas principalmente irritada por ver que as mesmas pessoas que lutam pelo fim de uma ideologia ruim brigarem entre si por causa de extremismos.



Um pouco mais tarde, vi um vídeo do canal Luís Miranda USA, e lá ele comparava o poder de compra dos EUA e daqui do Brasil, mostrando que realmente deveria ser 1 por 1, e concordo plenamente. No desenrolar do vídeo, Luís mostra o valor de quatro pneus da marca Good Year nos EUA e o do Brasil, que é 10 vezes mais caro.




Já estava irritada antes pela imbecilidade desse povo que diz que quer melhoria, mas nesse me senti realmente irritada justamente por saber que eles brigam entre si e dizem pela internet o quão indignados estão, mas não fazem nada para melhorar.




Para você ver o nível da situação, eles berram, pelos seus teclados, exigindo a tal da intervenção militar, mas ninguém, até hoje, foi na frente desses quartéis para realmente ter a tal da intervenção.
São do tipo de pessoas que vêem os vídeos do Luís Miranda e praguejam o próprio país e dizem que vão embora daqui, sendo que o principal foco desses inúteis é ficarem sentados numa cadeira e em frente a um computador falando mal das coisas ruins que acontecem em nosso país, mas apenas se contentando com tudo, e ainda rindo da vida de merda que têm.


Parabéns, cidadãos brasileiros que dizem ser de direita.

Agora a pouco vi um vídeo em que uma professora coloca com a boca uma camisinha num órgão sexual masculino de borracha em frente a vários alunos.




Fiquei indignada? Sim.
Mas fico ainda mais indignada em saber que as pessoas que dizem não ter gostado daquilo não vão fazer nada para mudar, e futuramente vão colocar todos os seus problemas e os problemas do país em cima das costas de apenas um homem.


Eu pensava que a esquerda era covarde, mas agora tenho certeza que vocês é que são.

Continuem brigando entre si. Acho que dá mais resultado.

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Sasuke vs Gaara - uma das melhores lutas?

Quem aqui é fã do Sasuke? ^^

Bem, hoje falarei de uma das mais memoráveis lutas de Naruto Clássico – Sasuke VS Gaara.


Primeiramente, já vos digo que meu intuito não é arranjar confusão com ninguém. Apenas vejo o que muitos fãs cegos não fazem questão.


Quem não se lembra dessa luta épica, quando o Sasuke está mais foda, e dá uma bela surra no Gaara? Foi épico.
Porém, infelizmente para mim – que era muito Sasukete, por sinal – quanto para os fãs do personagem, devo dizer que essa luta é a coisa mais ridícula que já vi, e apenas mais uma das técnicas do Kishimoto para sempre elevar seu personagem favorito.

Aí, vocês devem estar se perguntando: “o que essa louca está falando?”, “como assim, a luta é ridícula?”
Bem, vamos lá. Três etapas.


Etapa número 1: Sasuke VS Lee

Lembram-se quando Sasuke fala cheio de marra que vai ganhar do Lee em apenas cinco segundos, mas acaba apanhando mais que mulher de malandro?
Pois é. Sasuke tinha ativado seu sharingan para copiar os movimentos de Lee, mas fracassando, pois não tinha como ele copiar taijutsu. Ainda mais um tão rápido.
Mas, de qualquer forma, ele copiou, nem que tenha sido um pouco, certo?
Bem, guardem isso para a terceira etapa.

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Etapa número 2: Lee VS Gaara

Aqui temos uma das melhores lutas do Clássico – e ainda é vista como a melhor de todas, por muitos.
Nessa luta, Lee se empenha ao máximo, não só para perfurar a armadura de areia de Gaara, mas para copiá-lo.
Inicialmente, Lee não consegue, pois a armadura de areia consegue ser bem mais rápida que ele.
Lee, então, tira os pesos de seus tornozelos (guardem isso para a terceira etapa) e consegue triplicar sua velocidade, deixando Gaara perdido.
Dêem uma olhada em volta para ver se conseguem ver quais são os personagens que assistiram a luta.

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Etapa número 3: Sasuke VS Gaara

Bem, chegamos ao ponto.
Sasuke aparenta estar bem mais forte após seu curto período de treinamento com Kakashi, além de uma agilidade incrível que é mostrada no período de toda a luta.
Mas, algo é ainda mais notável, e até mesmo Rock Lee percebe: sua velocidade está absurdamente mais alta, comparando-se com a velocidade de Lee sem os pesos nos tornozelos!

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MAS, PERA!


Lembram-se quando pedi para vocês guardarem o fato do Sasuke ter ativado o sharingan em sua luta com Lee? Também pedi para vocês guardarem mais dois fatos, que foi o Lee tirar os pesos dos tornozelos, e perceber quais eram os personagens que assistiram a luta dele com Gaara.
E é aí que começa o “Kishimoto-no-jutsu”.

1- Sasuke apenas copiou o taijutsu de Lee na luta entre eles, e ainda assim, nem conseguia acompanhar seus movimentos.

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2- Na luta com Sasuke, Lee estava com pouca força, o que incluía toda a sua velocidade e técnicas mais avançadas. Lee apenas tirou os pesos em sua luta com Gaara.

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3- E, advinha. Entre todos aqueles personagens que presenciaram a luta, Sasuke não estava lá, pois Kakashi estava tentando livrá-lo do selo amaldiçoado em outro local. Ou será que Sasuke copiou a velocidade de Lee por lá mesmo? 

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Conclusão:

O mais engraçado é que muitos ainda vêem essa luta como algo sério e relevante, sempre tentando idolatrar um personagem que, ou recebe poderes do nada, ou consegue sobressair-se de tudo. Ou seja, “ups” do autor da obra.
Bem, não sei se vocês sabem, mas Sasuke é o personagem favorito de Masashi Kishimoto.


Depois dessa, ainda vão ver essa luta com os mesmos olhos? Ou dizer que é o Naruto quem tem o poder do protagonismo?

Beijinhos! ^^/

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Músicas poéticas

Falarei muita ou pouca coisa aqui?

Costumo dizer que esse mundo está perdido, não só por suas ações, mas pelas músicas que andamos escutando nesse tempo.

Parece que o bom senso das pessoas se esvaiu completamente, não conseguindo mais distinguir uma boa música de uma música ruim ou péssima.

Feministas fazem protestos em defesa de seus direitos para não serem mais vistas apenas como um objeto sexual, mas se tocar um funk onde o cara não fala nada além de rebaixar totalmente a mulher, essas mesmas feministas descem até o chão, nem mesmo se importando com a opinião alheia.

Fico me perguntando: como é que os funkeiros querem que o funk seja reconhecido como algo cultural e respeitado em nosso país se eles só cantam merda? Porque é bem difícil – para não dizer raro – você encontrar um funk romântico, que não ofenda as mulheres e que não fale de drogas e troca de tiros com policiais. Realmente é ruim uma pessoa que não gosta de funk generalizar achando que todo funk não presta, mas o que pode ser discutido nisso, já que os que dizem algo que preste nas letras de suas músicas são menos de 10%?

 Não colocarei vídeos de pessoas que desaprovam o “movimento cultural” que o funk é, porque são muitos. Mas deixarei algumas músicas e vocês verão a porcaria que está se tornando o gosto musical das pessoas.

Essa música está fazendo muito sucesso, e até seria legal e romântica por causa de seu ritmo e melodia, mas alguma coisa está errada. Preciso dizer qual?  



Roça... E, não, ele não está falando de roça de campo. Esse moleque que tinha apenas 13 anos na época está falando que vai roçar outra coisa na mulher. Voltando a dizer: um moleque de 13 anos.



Não satisfeitos – óbvio que não – fizeram um funk com as mesmas letras poéticas para um personagem de anime. É o loirinho mais famoso dos animes: Naruto. Mas se fizeram isso para parecer uma homenagem, falharam miseravelmente.



Não que eu não me divirta com essa música, pois confesso que ela é muito engraçada – apesar de escrota. E, não. Não odeio funk. Eu gostava dos Havaianos. Mas acho que se o funk quer mesmo ser reconhecido como cultura em nosso país, ele tem ainda muito que mudar.

E se alguma mulher também quiser respeito, ela tem que se dar o respeito em primeiro lugar – e uma forma de fazer isso não descendo até o chão ao som de uma “música” totalmente pornográfica. E não preciso ser “machista” para dizer isso.


Claro que seria bom se as pessoas respeitassem mais o gosto musical das outras, mas como alguém vai respeitar um funkeiro que nem mesmo sabe o que é fone de ouvido e coloca bem alto as músicas mais ridículas possíveis? 

A Secretária e Cinquenta Tons

A Secretária - Filme


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Nossa, o que falar desse filme?

Lee Holloway é uma mulher tímida, insegura e com tendências masoquistas que ainda mora com sua mãe super protetora e seu pai alcoólatra. É sempre um tanto estranho ver que, sempre quando ela se entristece ou se aborrece com algo, tende a se cortar com agulhas e pequenas facas que guarda num estojo. Logo no começo do filme já nos deparamos com ela esquentando a chaleira quente com água na parte interior da própria perna após ver seu pai e sua mãe brigando (eu jurava que ela iria jogar aquilo no próprio pai para defender a mãe).

O pai dela acaba sendo demitido do trabalho, pois o álcool já estava tomando conta de sua vida. Então, Lee logo trata de arranjar um emprego de secretária, mesmo não tendo nenhuma experiência. Logo quando chega, ela nota que a pequena empresa está bagunçada e uma mulher está guardando as próprias coisas numa caixa enquanto está chorando por causa de algo. Descobrimos depois que aquela mulher é a ex-secretária que foi demitida, e Lee toma seu lugar.

Edward Grey é um advogado bem sucedido, e quase não se sabe nada sobre ele. Edward fica testando Lee mandando-a fazer todo tipo de coisa para ele, como pegar um caderno que ele jogou no lixo, arrumar ratoeiras, e datilografar e atender telefonemas ao mesmo tempo.
Claro que Lee acata todas as ordens que ele dá a ela, pois precisa de um emprego, mas, antes de tudo, porque gosta de ser dominada por aquele homem.

O tempo passa e a relação de empregador/secretária muda para dominador/submissa, mas eles não fazem sexo em nenhum momento. Edward ensina Lee a fazer as coisas com mais calma e perfeição, mas também a proíbe de se cortar – uma coisa boa que gostei no filme.
Lee tem um amigo que parece gostar dela (acho que já vi isso antes...), e os dois acabam engatando num quase romance, porém ainda deixando Edward dominar por completo sua mente.

Com o desenrolar da história, Lee acaba se apegando tanto a Edward que faz de tudo para que ele volte a fazer com ela o que fazia antes, pois eles voltam ao seu habitual do trabalho. Lee se vê irritada e humilhada por achar que ele a esqueceu e tenta de tudo para que ele volte com as palmadas. É curioso ver que mesmo não sabendo tanto das coisas, Lee começa a ter muitas tendências masoquistas, se tornando fraca e emotiva quando não é, como posso dizer, “agredida” por Edward. E mesmo entregando sua virgindade a Peter (o amigo que gosta dela), é em Edward em quem ela pensa dia e noite enquanto explora por completo seu corpo.

Porém, chegando ao final, Edward vê que aquela “relação” não ficaria bem, assim despedindo Lee de seu trabalho de secretária. Ela acaba entrando em depressão, mas ainda saindo com outros caras para alimentar suas práticas masoquistas. Peter a pede em casamento e ela acaba aceitando, não tendo muita escolha, mas desiste antes mesmo de entrar em alguma igreja, correndo direto para o escritório de Edward vestida com seu vestido de noiva.

E, a partir desse momento, vemos a que ponto a tendência dessa jovem ao masoquismo pode chegar. Ela simplesmente ultrapassa todos os limites da submissão ao obedecer à ordem que Edward dá a ela, que é para sentar na cadeira dele e deixar as mãos apoiadas na mesa enquanto ele não está mais lá. E, surpreendentemente, ela fica desse jeito por exatos três dias direto, sem levantar dali para nada, até mesmo mijando no próprio vestido e fazendo greve de fome.
Particularmente, achei essa parte um tanto machista e desconfortável. Sério, achei que essa personagem era louca. Por que, afinal, uma pessoa passaria três dias direto com as mãos apoiadas na mesa sem nem mesmo dormir apenas porque o homem que ela ama mandou?

O caso dela acaba se espalhando pela cidade, até mesmo passando nos noticiários. Então, Edward finalmente vai ao encontro dela (estou tentando entender como ele passou três dias direto sem trabalhar) e a leva até seu apartamento, dando banho nela e a tratando com mimos, e assim fazendo amor com ela pela primeira vez.

Mais algum tempo passa e os dois casam com direitos a lua de mel com Lee amarrada no tronco de uma árvore enquanto faz amor com Edward.
Gostei do final, apesar de ficar um tanto desconfortável com alguns machismos do filme. Algumas partes desse filme comediante e dramático realmente me deixaram incomodada. Mas nada muito sério, pois acho que veria de novo, apesar de achar que a relação dos dois é um pouco doentia.


Agora vamos à grande questão: Cinquenta Tons de Cinza seria uma “cópia descarada” desse filme?



Bem, acho eu que Cinquenta Tons não é uma “cópia”, assim como esse filme não é uma “cópia” de Nove Semanas e Meia de Amor ou A História de O.

Tenho certeza absoluta que histórias não copiam as outras, mas apenas se inspiram. E, verdade seja dita, não são exatamente essas histórias antigas que Cinquenta Tons “copia”, mas apenas o sadomasoquismo em si.

Claro que notei algumas coisas semelhantes, como a aparência das personagens femininas, e o sobrenome dos personagens masculinos. Mas não passa disso.

E, independente de qual história A Secretária ou Cinquenta Tons tenham se inspirado, cada uma vai continuar tendo sua própria essência.

Cinquenta Tons de Cinza (filme) - críticas de uma fã parte 4

Antes de tudo, não estou exatamente falando mal do filme, nem mesmo dos atores e nos demais envolvidos.
Apenas estou fazendo uma breve análise de algumas coisas que, na minha opinião, estavam erradas.
Boa leitura.



Começando nossa quarta análise do filme com a romântica cena de Christian e Anastasia.
Espera, eu disse romântica? Porque, que eu me lembre essa cena não retrata romance, apenas discussão sobre o contrato e a futura relação que viria entre os dois.
Vejamos a cena que acontece no livro:

“– Tem mais alguma coisa que você gostaria de acrescentar? – pergunta ele com gentileza.
Merda. Não tenho idéia. Estou absolutamente perplexa. Ele me olha e franze a testa.
– Tem alguma coisa que você se negue a fazer?
– Não sei.
– Como assim, não sabe?
Retorço-me desconfortavelmente e mordo o lábio.
– Eu nunca fiz nada parecido com isso.
– Bem, mas quando fez sexo, houve alguma coisa que não gostou de fazer?
Pela primeira vez, depois de séculos, enrubesço.
– Pode me dizer, Anastasia. Precisamos ser sinceros um com o outro, ou isso não vai dar certo.
Torno a me retorcer e fico olhando para meus dedos descontraídos.
– Conte para mim – ordena ele.
– Bem... Eu nunca fiz sexo antes, então não sei.
Falo baixinho. Dou uma olhada para ele, que está me encarando boquiaberto, paralisado e pálido – pálido mesmo.
Faço que não com a cabeça.
– Você é virgem?
Balanço a cabeça, corando de novo. Ele fecha os olhos e parece contar até dez. Quando torna a abri-los, está irritado, e olha para mim com raiva.
– Por que não me contou, p**ra? – rosna.”

Já podemos ver que, de romântica, essa cena não tem nada. Mas, infelizmente o filme não soube trazer sua essência.
Essas falas “onde você estava?” e “te esperando” ditas pelos personagens do filme não me convenceram nem um pouco. Falando sério, isso acabou com a essência do personagem Christian Grey.



Agora vamos para a maravilhosa noite de amor dos dois.
Claro que não vou colocar toda a cena de sexo deles, pois é muito grande. Mas essa parte está mais para Cinquenta Tons Mais Escuros do que Cinquenta Tons de Cinza, de tão romântica.
Acho que já cansei de dizer aqui que o primeiro livro é um pouco mais pesado que os outros. Ele aborda mais o tema BDSM, as coisas são mais cruas e violentas – mesmo que aja romance.
E, mais uma vez, não fui muito convencida por essa musiquinha da Sia para dar um clima de um romance que nem mesmo existe nessa cena.



Já disse também algumas vezes das risadas de Dakota Johnson.
Na verdade não sei quem acha maios graça; se é a personagem (do filme) ou a própria atriz.
Às vezes chega a irritar de tanto que ela ri em cenas que nem mesmo pedem humor – e olha que a personagem Anastasia é irritante e engraçada no livro.
Achei que ficou mal feito, parecia que os atores não conseguiam interpretar bem.



Essa cena é um pouco incompleta.
O filme soube ser um pouco fiel no nervosismo do personagem ao saber que sua mãe estava em sua casa. Porém, não souberam ser fiéis ao colocarem a cena de sexo que os personagens têm antes de Grace aparecer.
Não querendo ser exigente, mas acho que também não custava eles terem colocado. Porque, devemos nos lembrar que essa é uma história de romance erótico abordando o tema BDSM, o que pede coisas mais pesadas, e não incompletas e romanceadas.



Também já fiz um post sobre a beleza de Jamie Dornan. O cara não é feio, pelo contrário.
Mas acho que como Christian Grey a beleza dele não soube ser bem aproveitada. Pelo menos, não como a descrição do personagem pedia.
Não imagino Christian Grey fazendo essa cara. Não mesmo.



Ah, a doce e bela senhora Robinson...
Não sei se foi exatamente pela pressa de fazer um filme rápido, mas o erro foi gritante.
Primeiro, quando Anastasia fica sabendo sobre Elena é dentro de um restaurante, onde Christian a leva para almoçar – também não acho que custaria muito a eles filmarem essa cena num restaurante, e não numa floresta.
Segundo, também não é nesse restaurante onde ela se refere a primeira vez Elena como “Sra. Robinson”.
Vejamos um pedaço da cena:

“– Alguém já colocou uma coleira em você? – murmuro.
– Já.
– Foi a Mrs. Robinson?
– Mrs. Robinson? – ele dá uma boa gargalhada, e parece muito jovem e descontraído jogando a cabeça para trás naquela risada contagiosa.”

A cena acontece no quarto dela depois dele visitá-la após o e-mail que ela o enviou dizendo que foi legal conhecê-lo.
Preciso dizer mais algu
ma coisa?



E, por fim, gosto muito de romances, e me concentrei muito nisso quando li Cinquenta Tons de Cinza pela primeira vez. Mas acho que isso foi muito exagerado num filme que deveria ser um pouco mais pesado e quente.
Apesar disso, gostei dessa cena.

Obrigada por lerem, e por favor, respeitem minha opinião, pois sei que grande parte de você pensam da mesma forma.
Até o próximo.





Cinquenta Tons de Cinza (filme) - críticas de uma fã parte 3

Olá novamente! ^^

Prometi que viria com outras partes dando opinião sobre o que achei da adaptação do filme Cinquenta Tons, não foi? ^^
Porém, sempre republico esses posts em um grupo fã, e reparei que a grande maioria das mulheres não gosta quando faço críticas, dizem que reclamo demais.
Pois bem, então. Vou tentar ser um pouco menos chata e mostrar poucas coisas aqui. Mas, antes de dizer que estou sendo bastante crítica, procure analisar as cenas primeiro antes de me julgar.

Lembrando que é a parte 2 do filme, não da publicação.
Para quem se interessou em assistir o filme por partes, aqui está o link.


Começando com a cena crepusculesca.




Sério, gente. Essa cena ficou quase idêntica a uma cena em que Edward empurra Jacob. É só procurar, ta? Não achei a porcaria da cena.
É claro que todo mundo sabe que 50 Tons já foi uma fanfic de Crepúsculo, mas precisava colocar essa cena igual?
Vale salientar que essa cena do livro é diferente. Christian não chega empurrando o José. Ele diz para José soltar a Anastasia quando ainda está parado na penumbra. O cara simplesmente não precisa chegar perto, só o som da voz dele faz José praticamente se borrar.
Mas, então, por que eles colocaram tão diferente? Por que esse crepusculismo no filme? Para mostrar mais para as pessoas que a história foi inspirada em Crepúsculo?
Aqui vai a cena verdadeira:

“Seu hálito é suave e muito doce – cheira a margarita e cerveja. Ele me beija delicadamente do queixo até o canto da boca. Estou apavorada, bêbada e sem controle. A sensação é sufocante.
– José, não – imploro.
Eu não quero isso. Você é meu amigo e eu acho que vou vomitar.
– Acho que a senhorita disse não – uma voz baixa surge na escuridão.
P**a merda! Christian Grey está aqui. Como? José me larga.”



Também reparei que, para dar um toque mais sensual no ator, tiveram que fazê-lo tirar a camisa o tempo todo. Eu não me lembro dessa cena no livro. Um pouco de naturalidade podia funcionar, ou estou mentindo?




A ceninha do lábio mordido... ^^




Para quem leu o livro – de verdade – vai saber que a cena não é essa:
“– Ah... – ele pega levemente o queixo dela – Como eu queria morder essa boquinha...
– Acho que eu também iria gostar disso...”

Isso sem nenhuma malícia do personagem – do filme, claro. Pois o personagem do livro tem malícia para dar e vender.
Agora a cena real:

“– Eu gostaria de morder esse lábio – murmura ele num tom sinistro.
Engasgo, totalmente sem perceber que estou mordendo o lábio inferior, e fico boquiaberta. Essa deve ser a coisa mais sensual que alguém já me disse. Minha pulsação se acelera, e acho que estou arfando. Minha nossa, me transformei em uma massa confusa e trêmula, e ele ainda nem tocou em mim. Contorço-me na cadeira e encaro seu olhar sinistro.
– Por que não morde? – desafio baixinho.”


Posso até estar parecendo uma chata detalhista, mas quem é fã de verdade vai me entender.
Como essa cena do Elliot e da Kate, por exemplo. Eles estavam mesmo semi pelados no sofá? Jura? Bem, não é disso que eu me lembro. E acho que não faria mal algum se eles colocassem a cena um pouco parecida com a do livro.



“Kate e Elliot estão sentados à nossa mesa de jantar. Os livros de quatorze mil dólares sumiram. Graças a Deus, tenho planos para eles. Kate está com um sorriso ridículo no rosto, e está despenteada de um jeito sensual. Christian entra na sala comigo e, apesar daquela cara de quem está se divertindo, Kate olha desconfiada para ele.”

Mais uma vez o livro nos mostrando que Kate é uma garota séria, não uma amiga desmiolada de Anastasia. Na cena do livro temos um casal maduro – obviamente eles fizeram sexo, sim, mas ninguém precisou ver. Já no filme, temos um casal de adolescentes embolados no sofá.

E só para dar aquele ataque cardíaco, Elliot parece ser bem mais novo que Christian. A aparência do ator, até o dublador parece ser mais novo – o que não é o caso, pois Christian que é mais novo que Elliot. Claro que o jeito do Christian é de um homem mais maduro, mas não a aparência dele. Fora que, na minha opinião, o ator que faz o Elliot é mais bonito. Aí, quando eu falo que a escolha do ator foi mal feita, dizem que sou maluca.
Bem, pelo menos eles acertaram no jeito descontraído de Elliot.



E, sério. Nunca, em milhão de anos, vou imaginar Christian dizendo “até mais, baby” com essa cara. Me desculpe, Jamie. Mas acho que a sensualidade bateu na porta.




Também não me lembro que Christian fica esperando Anastasia em frente ao helicóptero, e Taylor que vai buscá-la.




“Ele é pontual, claro, e está a minha espera quando saio da loja. Salta da parte traseira do Audi para abrir a porta e me lança um sorriso caloroso.
–  Boa noite, Srta. Steele – diz.
– Sr. Grey – cumprimento-o polidamente com um aceno de cabeça ao avançar para o banco de trás do carro. Taylor está na direção.” 


E "Love me like you do" toca, né? Mas "Sex on Fire" nada.
Seria mesmo exagero meu querer as cenas parecidas?





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